Depois de todo esse tempo, olho ao meu redor e vejo coisas concretas, sim. Coisas concretas, mas sem sentimento. O que eu mais sinto falta é de um olhar que não é ambíguo, mas diz muitas coisas. Pode me fazer rir, ficar sério, chorar ou até sonhar. O diferencial dos dias ensolarados, nublados e chuvosos parece muito pouco perto da diferença que é não ter ela no café da manhã. Foram poucos e diferentes. Diametralmente oposto do que chamaríamos de clichê. Lasanha no café da manhã, beijos no chão, tempo parando de ser contado pelo relógio. Dali em diante, pensaríamos: "Faltam três beijos para amanhã". Enquanto que foi o infinito. Compactado em alguns milissegundos. O relógio não era suficiente para contar o tempo, assim como palavras não seriam capazes de passar tamanho sentimento.
O que eu mais amei, foi o olhar firme, sério e apaixonante, que indicava proteção. Pela primeira vez na vida senti um amor tão inexplicável e forte como de mãe e filho. Era totalmente diferente dessa relação, entretanto, a simetria estava na parte de querer sempre ao lado.
Nunca esperei que fosse amar tanto algo fora do modelo de amor que sempre me baseei. Tudo tangencia o anormal, se afastando do clichê quando estou com você.
Uma coisa meio antiga, mas vou começar por besteirinhas que já escrevi. Desde o primeiro "post", devo estar parecendo uma pessoa meio amargurada. Claro que todos tem as suas fases. Agora devo estar parecendo um "corno amargurado". Acho que escrevo muito sobre essa mulher, pelo fato dela ter me inspirado muito a "escrever". Comecei com cartinhas de amor, textos, pequenas músicas... Coisas assim. Quando não era mais possível, passei a escrever para amigas - talvez tenha me "apaixonado" por uma no meio do caminho.
Mais adiante, de uma forma indireta, inspirado pela primeira mulher, comecei a escrever um livro. Caí de cabeça, escrevi 28 páginas em 4 dias, mas tive que interromper por causa dos estudos. Desde então, venho escrevendo coisas amistosas. Bem informais.
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